Na minha busca de informações para o post anterior, acabei encontrando um site muito interessante:
http://www.blogencommun.fr/
Ele oferece atualizações sobre o metrô, detalhes e curiosidades pra quem utiliza esse meio de transporte diariamente. Fala desde novas escadas rolantes na linha X à internet 3G na linha Y, correio elegante (isso eu vi na Australia, achei sensacional, poderia ter algo parecido em SP). Você viu alguém interessante no trem, e não teve coragem de chegar na pessoa. Manda um recado do tipo "você que estava na linha tal, roupa tal, lendo um livro tal, eu era o cara de chapéu que estava te olhando, vamos tomar um café?"
Adorei, muito útil. A essa altura do campeonato fica dificil negar que eu sou apaixonada pelo metrô, certo? : )
Quase nem conheço os ônibus de Paris. Uma vez uma amiga me disse que sempre andava de ônibus porque isso permitia que ela visse a cidade e, se de repente passasse na frente de algo interessante, ela podia descer ali. Eu concordo, mas não tem jeito, eu amo o metrô de Paris. Aliás amo o metrô, em qualquer lugar do mundo. Em Paris, durante a semana, você pode pegar no metrô um jornalzinho chamado Direct Matin (de manhã) ou Direct Soir (de tarde). Nele, muitas informações interessantes e rápidas pra ler na viagem, palavras cruzadas e o que eu mais gostava, o Santo do dia.
Pra quem não sabe todo dia é dia de algum santo, e o jornal conta a história do mesmo, que é sempre alguma história bizarra envolvendo martírios e lendas. Eu adorava.
É possível ler esse jornalzinho em pdf, ótimo pros estudantes de francês: http://kiosque.directmatin.fr/
sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Estações-fantasma do metrô de Paris
Hoje estava escutando a música "Le Poinçonneur des Lilas", de Serge Gainsbourg, que fala de um funcionário do metrô/trens que verifica os bilhetes dos passageiros. Não há um nome em português pra isso, simplesmente porque essa função não existe aqui. Quem já foi pra Paris já viu esses nem sempre simpáticos funcionários - eles pedem o bilhete no meio da viagem e fazem um furinho nele. Por isso o refrão da música é "J'fais des trous, des p'tits trous, encore des p'tits trous", que significa "eu faço furinhos, furinhos, e mais furinhos". A música é ótima, a letra simples e incrível, sobre a vida solitária e entediante dessa figura que passa um tempão literalmente embaixo da terra.
Mas entrando no assunto dessa postagem, a música fala sobre a Porte des Lilas, que é uma estação de metrô que ainda existe, mas que possui plataformas fechadas ao público. Lembro também da estação St Martin, que segundo o livro Métronome já citado aqui, foi fechada em 1939, no início da 2a Guerra.
Assim como essa, Paris tem várias outras estações fantasma, que criam curiosidade e atraem os turistas.
Estações Nunca Inauguradas
Duas estações do metrô de Paris foram construídas sobre o traçado da linha, mas nunca foram abertas ao público e não possuem saídas para a rua: Porte Molitor/Murat e Haxo.
Porte Molitor/Murat foi construída em conexão com as linhas 9 e 10, com o objetivo de ser uma opção de locomoção para os freqüentadores do estádio Parc des Princes, mas a exploração comercial foi considerada complicada demais e o projeto foi abandonado antes da construção de acessos à estação. Suas vias servem atualmente como estacionamento de trens.
Haxo foi construída sobre um curto trecho da rede destinado a ligar as atuais linhas 3 bis e 7 bis, mas acabou-se optando por uma ligação expressa rodoviária; no entanto, o serviço de ônibus não agradou aos usuários e foi suprimido em 1939.
Estações Fechadas
Três estações nunca foram reabertas após o fim da Segunda Guerra Mundial: Arsenal (linha 5), Champ-de-Mars (linha 8) e Croix-Rouge (linha 10).
Duas outras estações foram reabertas, mas possuem plataformas inacessíveis ao público: Porte des Lilas/Cinéma (linha 3 bis) e Invalides (linha 8).
Estações isoladas
Três estações de metrô foram planejadas, mas o traçado da linha nunca chegou a elas.
Quando a linha 1 do metrô parisiense foi prolongada até Pont au Neuilly em 1937, uma futura extensão até La Défense também foi projetada, e a administração regional reservou dois espaços subterrâneos destinados às futuras estações. No entanto, o custo de uma possível travessia subterrânea do Sena foi considerado alto demais e o traçado do projeto foi alterado para utilizar a ponte de Neuilly.
O espaço reservado às estações ficou então inutilizável, e seu único acesso se encontra no quarto andar de subsolo de um estacionamento, a trinta metros de profundidade.
Orly-Sud foi igualmente planejada para uma futura extensão do metrô até o aeroporto de Orly, mas as obras nunca aconteceram e a ligação expressa Orlyval, aberta em 1991, foi construída sobresolo, sem usar a área reservada.
Ainda é possível visitar a entrada da estação St Martin, bem perto da estação Strasboug-St Denis!
Texto retirado da Wikipedia
Mas entrando no assunto dessa postagem, a música fala sobre a Porte des Lilas, que é uma estação de metrô que ainda existe, mas que possui plataformas fechadas ao público. Lembro também da estação St Martin, que segundo o livro Métronome já citado aqui, foi fechada em 1939, no início da 2a Guerra.
Assim como essa, Paris tem várias outras estações fantasma, que criam curiosidade e atraem os turistas.
Estações Nunca Inauguradas
Duas estações do metrô de Paris foram construídas sobre o traçado da linha, mas nunca foram abertas ao público e não possuem saídas para a rua: Porte Molitor/Murat e Haxo.
Porte Molitor/Murat foi construída em conexão com as linhas 9 e 10, com o objetivo de ser uma opção de locomoção para os freqüentadores do estádio Parc des Princes, mas a exploração comercial foi considerada complicada demais e o projeto foi abandonado antes da construção de acessos à estação. Suas vias servem atualmente como estacionamento de trens.
Haxo foi construída sobre um curto trecho da rede destinado a ligar as atuais linhas 3 bis e 7 bis, mas acabou-se optando por uma ligação expressa rodoviária; no entanto, o serviço de ônibus não agradou aos usuários e foi suprimido em 1939.
Estações Fechadas
Três estações nunca foram reabertas após o fim da Segunda Guerra Mundial: Arsenal (linha 5), Champ-de-Mars (linha 8) e Croix-Rouge (linha 10).
Duas outras estações foram reabertas, mas possuem plataformas inacessíveis ao público: Porte des Lilas/Cinéma (linha 3 bis) e Invalides (linha 8).
Estações isoladas
Três estações de metrô foram planejadas, mas o traçado da linha nunca chegou a elas.
Quando a linha 1 do metrô parisiense foi prolongada até Pont au Neuilly em 1937, uma futura extensão até La Défense também foi projetada, e a administração regional reservou dois espaços subterrâneos destinados às futuras estações. No entanto, o custo de uma possível travessia subterrânea do Sena foi considerado alto demais e o traçado do projeto foi alterado para utilizar a ponte de Neuilly.
O espaço reservado às estações ficou então inutilizável, e seu único acesso se encontra no quarto andar de subsolo de um estacionamento, a trinta metros de profundidade.
Orly-Sud foi igualmente planejada para uma futura extensão do metrô até o aeroporto de Orly, mas as obras nunca aconteceram e a ligação expressa Orlyval, aberta em 1991, foi construída sobresolo, sem usar a área reservada.
Ainda é possível visitar a entrada da estação St Martin, bem perto da estação Strasboug-St Denis!
Texto retirado da Wikipedia
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Os divinos MACARONS
Quando falamos na França, o que imediatamente nos vem à cabeça: Torre Eiffel? Arco do Triunfo? Champs-Élysées? E depois? sim!! comida!!! vinhos, pães, crepes... e uma viagem à França, no âmbito gastronômico, não estará completa antes que se experimente um delicioso macaron.
O macaron (com um "erre" só mesmo), é um doce que é uma das marcas registradas da França. É uma espécie de "sanduíche" de suspiro, parece aqueles hamburguers de brinquedo. No meio do sanduíche, um creme delicioso. O macaron é aquele tipo de doce pra comer com os olhos. Lindo, ele existe em vários tamanhos e cores. E que cores. Rosa-choque, verde-bandeira, amarelo-ovo... e os sabores, então!! café, maracujá, limão, pistache, caramelo, e por aí vai.
Em Paris você encontra macarons em qualquer pâtisserie (o equivalente francês da padaria, mas com mais doces), mas os mais famosos são os da Ladurée, tradicionalíssima desde o século passado! Aliás está confirmado: a Ladurée aterrisa no Brasil com uma nova loja a ser inaugurada no novíssimo shopping JK.
O macaron é a essência do que é a comida francesa: delicado, leve, ele desmancha na boca, e é absurdamente saboroso sem ser cheio de gordura ou de aromatizantes. Agora, prepare o bolso... uma caixinha com 8 unidades pequenas pode custar mais de 30 euros (mais ou menos 70 reais)! Mas vale cada centavo! : )
O macaron (com um "erre" só mesmo), é um doce que é uma das marcas registradas da França. É uma espécie de "sanduíche" de suspiro, parece aqueles hamburguers de brinquedo. No meio do sanduíche, um creme delicioso. O macaron é aquele tipo de doce pra comer com os olhos. Lindo, ele existe em vários tamanhos e cores. E que cores. Rosa-choque, verde-bandeira, amarelo-ovo... e os sabores, então!! café, maracujá, limão, pistache, caramelo, e por aí vai.
Em Paris você encontra macarons em qualquer pâtisserie (o equivalente francês da padaria, mas com mais doces), mas os mais famosos são os da Ladurée, tradicionalíssima desde o século passado! Aliás está confirmado: a Ladurée aterrisa no Brasil com uma nova loja a ser inaugurada no novíssimo shopping JK.
O macaron é a essência do que é a comida francesa: delicado, leve, ele desmancha na boca, e é absurdamente saboroso sem ser cheio de gordura ou de aromatizantes. Agora, prepare o bolso... uma caixinha com 8 unidades pequenas pode custar mais de 30 euros (mais ou menos 70 reais)! Mas vale cada centavo! : )
sábado, 10 de março de 2012
Comidinhas francesas - os pães
Na França, uma das coisas mais comuns de se encontrar pra comer na rua é pão. As boulangeries francesas, espécie de padarias (onde, diferente daqui, só se vende PÃO mesmo), são irresistíveis. As estrelas são o croissant e suas variedades: croissant puro, pain au chocolat, que tem massa de croissant mas é recheado com chocolate, pão com amêndoas, pão com passas e etc. Sem contar as lanchonetes com tudo quanto é tipo de sanduíches, paninis enormes, etc.
Sobre as boulangeries, elas estão em toda parte: nas ruas, nas galerias, nas estações de trem... é duro resistir! Sempre me lembro de uma boulangerie em La Rochelle que tinha um cheiro de pão quente tão forte que já começavamos a sentir uns 4 quarteirões antes.
Sobre o croissant, você pode dizer, "mas toda padaria aqui tem croissant, inclusive recheados, com queijo, presunto, etc". Bom, esse croissant que temos aqui nem se compara ao francês. Ele nada mais é que um pão de leite normal com o formato do croissant francês. O legítimo francês é levíssimo, se desfaz na boca (e faz a maior sujeira de migalhas na roupa). Eles não são fáceis de achar em SP, mas uma sugestão é a Padaria Marie-Madeleine na Vila Nova Conceição ou a Blés D'Or em Moema, que é uma graça.
E por último e não menos importante, a baguete francesa. Ela é um pouco diferente da nossa, tem uma casca mais grossa tipo pão italiano, mas não acho que fique longe da que vemos por aqui. E eu nunca curti muito baguetes, e achava o cúmulo comê-las enquanto estava na França, desperdiçando assim uma boa oportunidade de comer um croissant. Pensava, "oras, eu como baguetes no Brasil!".
Bom, em minha última estada em Paris, fiquei na casa de uma francesa que comprava baguetes todos os dias, e um dia resolvi fazer a minha já tradicional "tartine" matinal (manteiga e geléia juntas no pão) na baguete, ao invés do croissant.... meu Deus.... paguei a língua. Os franceses sabem o que fazem. Aliás eu podia ficar aqui falando mais horas só sobre manteigas e geléias, mas deixo pra um próximo post. Deu uma fominha!: )
Sobre as boulangeries, elas estão em toda parte: nas ruas, nas galerias, nas estações de trem... é duro resistir! Sempre me lembro de uma boulangerie em La Rochelle que tinha um cheiro de pão quente tão forte que já começavamos a sentir uns 4 quarteirões antes.
Sobre o croissant, você pode dizer, "mas toda padaria aqui tem croissant, inclusive recheados, com queijo, presunto, etc". Bom, esse croissant que temos aqui nem se compara ao francês. Ele nada mais é que um pão de leite normal com o formato do croissant francês. O legítimo francês é levíssimo, se desfaz na boca (e faz a maior sujeira de migalhas na roupa). Eles não são fáceis de achar em SP, mas uma sugestão é a Padaria Marie-Madeleine na Vila Nova Conceição ou a Blés D'Or em Moema, que é uma graça.
E por último e não menos importante, a baguete francesa. Ela é um pouco diferente da nossa, tem uma casca mais grossa tipo pão italiano, mas não acho que fique longe da que vemos por aqui. E eu nunca curti muito baguetes, e achava o cúmulo comê-las enquanto estava na França, desperdiçando assim uma boa oportunidade de comer um croissant. Pensava, "oras, eu como baguetes no Brasil!".
Bom, em minha última estada em Paris, fiquei na casa de uma francesa que comprava baguetes todos os dias, e um dia resolvi fazer a minha já tradicional "tartine" matinal (manteiga e geléia juntas no pão) na baguete, ao invés do croissant.... meu Deus.... paguei a língua. Os franceses sabem o que fazem. Aliás eu podia ficar aqui falando mais horas só sobre manteigas e geléias, mas deixo pra um próximo post. Deu uma fominha!: )
Comidinhas francesas - o crepe
Na minha opinião, nada representa mais a cultura de um país do que a comida de rua. Certamente, ao ouvir falar da França, as pessoas já pensam em escargots, coquilles st-jacques e vinhos. Desses todos, o que realmente os franceses tomam no dia a dia é o vinho. De resto, a comida de rua francesa é bem similar a todos os outros países: calórica, gordurosa e deliciosa!
Vamos começar pelo crepe.
Tem coisa mais francesa que o crepe? O croissant, talvez... mas pra nós brasileiros, o crepe é um artigo de luxo, que se come em creperias, e talvez de um tempinho pra cá em alguns quiosques em shoppings, que não "pegaram" muito, infelizmente.
Mas felizmente em Paris o crepe é mais comum que pão francês em São Paulo e tem em qualquer esquina, você vai encontrar crepes em todos os restaurantes, dos mais baratinhos aos mais chiques, e em banquinhas na rua que vendem também pain au chocolat e churrasquinho grego (eca!). Eu sou suspeita, sempre como o de Nutella, que tem aos montes por lá. Aliás, só lá você encontra uns frascos de Nutella super size, é uma loucura.
Achei várias fotos lindas e apetitosas de crepes, mas essa foi a que mais gostei, pois é exatamente a imagem de quem sai de uma dessas banquinhas de crepe de rua, com ele todo enroladinho e pouco guardanapo - e bonne chance pra não se melecar inteiro - o que faz parte do processo... humm!
Vamos começar pelo crepe.
Tem coisa mais francesa que o crepe? O croissant, talvez... mas pra nós brasileiros, o crepe é um artigo de luxo, que se come em creperias, e talvez de um tempinho pra cá em alguns quiosques em shoppings, que não "pegaram" muito, infelizmente.
Mas felizmente em Paris o crepe é mais comum que pão francês em São Paulo e tem em qualquer esquina, você vai encontrar crepes em todos os restaurantes, dos mais baratinhos aos mais chiques, e em banquinhas na rua que vendem também pain au chocolat e churrasquinho grego (eca!). Eu sou suspeita, sempre como o de Nutella, que tem aos montes por lá. Aliás, só lá você encontra uns frascos de Nutella super size, é uma loucura.
Achei várias fotos lindas e apetitosas de crepes, mas essa foi a que mais gostei, pois é exatamente a imagem de quem sai de uma dessas banquinhas de crepe de rua, com ele todo enroladinho e pouco guardanapo - e bonne chance pra não se melecar inteiro - o que faz parte do processo... humm!
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