domingo, 31 de julho de 2011

As estações de metrô e sua história - Estação Cité

A Estação Cité, como diz o nome, se localiza na Île de la Cité, uma ilhota do rio Sena onde encontramos, entre outros pontos turísticos, a famosa Catedral Nôtre Dame de Paris. Até pouco tempo atrás, acreditava- se que a origem da cidade de Paris estava nessa pequena ilha, fato esse que caiu por terra assim que, em 2003, as obras para construir uma estrada em outro local encontraram restos da cidade de mais de 2 mil anos atrás que foi a antecessora de Paris: Lutécia.

A Lutécia do século I era uma cidade próspera, habitada pelos gauleses (quem nunca leu os quadrinhos de Asterix?), às margens do Rio Sena. Na época, o que hoje é a Paris que conhecemos era uma vila barrenta e cheia de pântanos. Os romanos, em suas campanhas de conquista, viram nessa cidade um excelente alvo, e a mando de Júlio César, partiram para o ataque, liderados pelo general Titus Labienus e quatro legiões de soldados romanos.

O que os romanos não esperavam foi a corajosa defesa de Lutécia, que mesmo com poucos e mal treinados soldados, partiu para o ataque para matar e morrer em nome de sua cidade. Em um primeiro momento, eles conseguiram deter as tropas romanas, pois já estavam acostumados ao chão barrento que retardava as tropas de Titus e impossibilitava a chegada da cavalaria. Mas as tropas de César estavam em maior número, e muito mais preparadas. E a decisão dos Lutecianos foi de... queimar Lutécia. Colocando fogo na própria cidade, eles acreditavam que ela não mais interessaria aos romanos. Mas a essa altura, o general Titus queria uma vingança, e também precisava dizer a César que a vitória foi sua, mesmo sobre uma cidade agora em cinzas.

Assim se segue uma terrível batalha final, com a morte de milhares de lutecianos, e a tomada final de Lutécia pelos romanos. Depois dessa transição sangrenta, no entanto, Lutécia conheceu um período e paz e desenvolvimento que nunca mais seria visto nos anos a seguir. A mistura das duas culturas criou uma cidade próspera e rica, que seria o berço da Paris que conhecemos hoje.

O Rio Sena continuou a ser a fonte de prosperidade da cidade, que ganhava muito com a cobrança de pedágio das embarcações que por ali passavam. A beleza e grandeza da cidade chamou a atenção dos nautes, uma confraria de marinheiros que navegava por essas águas, e eles deram um presente à cidade, seu primeiro monumento: uma coluna de 5 metros constituída de quatro blocos sobrepostos, onde estavam esculpidas imagens de divindades tanto gaulesas como romanas.

Por que a cidade se chama Paris?
Porque seus antigos habitantes gauleses eram chamados de Parisii em latim. O nome Parisii, por sua vez, veio dos ancestrais celtas chamados de Kwarisii, o "k" celta tendo sido trocado pelo "p" gaulês.

Onde se localiza, então, a origem de Paris, se não é na Île de la Cité?
As escavações para a construção da via périférique provaram que a Lutécia dos gauleses se encontrava em Nanterre, fora de Paris. A história, no entanto, não está completamente equivocada, pois após ter sido queimada em sua localização anterior, Lutécia foi reconstruída pelos romanos a partir da própria Île de la Cité.

Onde estão os restos dos guerreiros gauleses que lutaram contra os romanos?
Os romanos, impressionados pela bravura dos gauleses, batizaram o campo onde se desenrolou a batalha final de "Champ de Mars" (Campo de Marte), o deus da guerra. Nesse mesmo local, anos mais tarde, foi levantada a Torre Eiffel...

O que aconteceu com a coluna esculpida doada pelos nautes (pilier des nautes)?
Seus restos foram encontrados dentro de uma parede em um porão na Catedral de Notre Dame em 1711, e estão hoje expostos no Museu de Cluny.

Fotos:
Estação do metrô CITÉ
Île de la Cité
Campo de Marte
Coluna dos marinheiros






domingo, 10 de julho de 2011

MÔNACO - Le Rocher

Aproveitando as comemorações do casamento do príncipe Albert, vamos falar sobre o lindo principado de Mônaco. Um dos lugares mais lindos do mundo, Mônaco é mini-estado de 2 km quadrados, riquíssimo e impecável. De quase toda a cidade é possível ver o lindíssimo e azul mar Mediterrâneo. Os passeios imperdíveis:

- Museu Oceanográfico de Mônaco - Na minha opinião, o mais lindo aquário do mundo, não só dentro, mas fora - ele fica na beirada do rochedo, por isso é possível ver o mar de cada janela. Aquários cheios de efeitos especiais, espécies incríveis, ossadas de baleias... Do lado de fora, um lindo jardim cheio de belas esculturas.

- Cassino de Monte Carlo: O mais famoso ponto turístico de Mônaco. O cassino é aberto para maiores de 18 anos, mas cuidado: homens devem usar paletó e mulheres não podem entrar de shorts. Se não estiver vestido adequadamente, não se preocupe: visitar a fachada do cassino, a praça onde ele está instalado e a (quase onipresente) vista para o Mediterrâneo já valem a pena.



- Palácio do Príncipe - Com uma história de mais de 600 anos, esse palácio abriga a família real de Mônaco. Seu exterior pode ser visitado pelos turistas, que inclusive podem ver a troca de guarda, um ritual que acontece todos os dias as 11:50. Próximo ao palácio há restaurantes, cafés e lojas de souvenir. É possível inclusive carimbar seu passaporte com o selo de Mônaco.

- Souvenirs: Mônaco parece viver numa realidade diferente dos outros países. A cidade é impecável, riquíssima, e símbolos da opulência estão por toda parte: os iates enormes ancorados nas marinas, os incrivelmente luxuosos elevadores e passagens públicas na cidade, até as pedras do chão, tudo em Mônaco reflete riqueza e beleza. Além disso, a vida no principado gira em torno da vida de seus soberanos, inclusive os que já não estão mais por aqui. Cartões-postais, fotos e livros da Princesa Grace Kelly podem ser comprados em qualquer loja de souvenir.

Por fim, por ser tão pequeno, esse principado deve ser explorado a pé, por inteiro. Ande pelas ruas sinuosas, durante o dia, a noite, tudo é lindo e diferente do que estamos acostumados a ver. Vale a visita!